As plataformas digitais estão presentes em praticamente todos os aspectos da vida contemporânea — e isso inclui o cotidiano de crianças e adolescentes. Com o volume crescente de informações, saber analisar fontes, identificar desinformações e consumir conteúdo de forma crítica tornou-se uma habilidade essencial. É nesse contexto que a Educação Midiática, também conhecida como Alfabetização Midiática, se consolida como uma das ferramentas mais importantes para apoiar escolas e famílias.
Mais do que ensinar o uso de tecnologias, a Educação Midiática propõe uma leitura crítica do mundo por meio das mídias: ao compreender como os diferentes meios de comunicação funcionam, os estudantes se tornam mais preparados para interpretar, questionar e produzir informações com consciência e responsabilidade.
A Estratégia Brasileira de Educação Midiática (EBEM)
Para promover o consumo consciente de informações e o uso ético das mídias, o Governo Federal instituiu a Estratégia Brasileira de Educação Midiática (EBEM). A iniciativa surge como resposta direta aos desafios contemporâneos: desinformação, deep fakes, uso excessivo de telas e impactos da Inteligência Artificial na vida das pessoas.
A EBEM está estruturada em seis eixos de atuação:
- Inserção da educação midiática na Educação Básica.
- Formação continuada de educadores e multiplicadores.
- Articulação com a sociedade civil, setor privado e instituições acadêmicas.
- Campanhas de conscientização pública.
- Incentivo ao uso consciente das telas por crianças e jovens.
- Promoção da participação social.
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Vale destacar que implementar essa estratégia é uma responsabilidade compartilhada: cabe a educadores, escolas e famílias priorizar vivências e práticas educativas que promovam segurança, autonomia e uso responsável da tecnologia por parte de crianças e adolescentes.
Direito de expressão: respeito, ética e responsabilidade no ambiente digital
O direito de expressão é amplamente exercido nas mídias digitais, e isso é positivo. No entanto, ele deve estar necessariamente associado ao respeito, à ética e à responsabilidade. Compreender que as ações no ambiente digital produzem impactos reais na vida das pessoas é o primeiro passo para uma postura genuinamente cidadã.
Diferente do que se pode imaginar, a Educação Midiática vai muito além do simples acesso à informação. Ela envolve a capacidade de ler e interpretar o mundo de modo crítico, tanto o físico quanto o digital – ao desenvolver essas competências, os indivíduos não apenas ampliam sua compreensão de mundo, mas se tornam agentes ativos na construção de uma sociedade mais ética e informada.
Não por acaso, a palavra "mídia" deriva do latim e significa "meio", reforçando a ideia de que existem diversos canais pelos quais as informações circulam. Compreendê-los é, portanto, condição indispensável para navegar no ambiente digital com autonomia e responsabilidade.
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O papel da Educação Tecnológica na formação de cidadãos digitais
Quando a tecnologia é utilizada como recurso pedagógico, ela potencializa o desenvolvimento de habilidades essenciais para a cidadania digital, como a autonomia, a colaboração e a resolução de problemas. Ou seja, prepara os estudantes para atuarem como protagonistas e transformarem sua realidade.
A ZOOM education for life é uma aliada estratégica para as escolas nesse processo. Por meio da Educação Tecnológica com propósito, a ZOOM contribui para a formação de estudantes mais críticos, informados e capazes de tomar decisões responsáveis — tanto no ambiente digital quanto fora dele.
Em um mundo onde a tecnologia avança rapidamente e os desafios da desinformação se intensificam, investir em Alfabetização Midiática é investir na construção de um futuro mais ético, participativo e democrático.
Giulia Barros é pedagoga (UniRitter), orientadora pedagógica e especialista em Educação Midiática para a promoção dos Direitos Humanos e Diversidades (Universidade Federal de Uberlândia). Integra a equipe de multiplicadores do Vozes da ZOOM.